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Em 1961, o Presidente da União Barramansense de Estudantes, Féres Osrraia Nader, procurou os diretores da então Sociedade Anônima Barramansense de Ensino e Cultura (SABEC) para juntos trazerem para Barra Mansa uma faculdade de Direito.
Dado o impedimento de a SABEC ser uma sociedade comercial, em 12 de outubro de 1961, o grupo de pioneiros formado por Féres Osrraia Nader, Haroldo Carvalho Cruz, Guilherme de Carvalho Cruz, Leandro Álvaro Chaves, Pedro Monteiro Chaves (1º presidente da SOBEU) entre outros, criou a SOBEU - Sociedade Barramansense de Ensino Superior.
Depois de cinco anos de intensos esforços pela autorização federal
para trazer o ensino superior para a região e já tendo recebido uma
negativa do Conselho Federal de Educação, a SOBEU obteve em 20 de julho
de 1966, mediante recurso habilmente redigido pelo Professor Haroldo
Carvalho Cruz (na época presidente da SOBEU), o parecer favorável à
autorização para o funcionamento da Faculdade de Direito de Barra Mansa
- a primeira do Interior do Estado do Rio de Janeiro.
A SOBEU já com a concessão das dependências, em horário noturno,
do Grupo Escolar Barão de Aiuruóca e graças à boa vontade de sua
diretora Sra. Jandyra Reis de Oliveira, iniciou as aulas da 1ª turma do
curso de Direito. Com a autorização, o Ministério exigiu a construção
de um prédio próprio e foi assim adquirido o terreno da família Bruno,
onde começaram as obras da sede. A transferência para a sede própria
foi realizada em 06 de agosto de 1967. Mais tarde foram criados os
cursos de Administração; Filosofia, Ciências e Letras; Comunicação e
Enfermagem.
O parecer do Conselheiro Josué Montelo ao recurso do nosso
saudoso Reitor abriu as portas para a interiorização de cursos
superiores nos Estados Brasileiros que os necessitavam e solicitavam
sem sucesso. Esse fato espetacular e pioneiro desencadeou um processo
inédito no Sul do Estado - uma corrida ao ensino superior. Tudo isso
porque alguns jovens idealistas ousaram sonhar o quase impossível sonho
de trazer para o interior fluminense o ensino superior de qualidade e
com garra lutaram contra todas as dificuldades que se apresentavam
naquela distante e conturbada década de 60. Com isso realizaram também
o sonho de milhares de jovens e adultos que queriam se desenvolver; de
pais que não tinham recursos para enviar seus filhos para as capitais;
de educadores da região que preferiam atuar no ensino superior aqui,
junto à suas famílias. Um sonho que contribuiu para o desenvolvimento
de toda a região Sul Fluminense, revolucionando-a, transformando-a,
porque a educação e a cultura mudam pessoas, organizações, cidades,
países; mudam o mundo.
Pode-se dizer, portanto, que a criação da Faculdade de Direito
de Barra Mansa acendeu uma chama cujos efeitos começaram a se fazer
sentir já no ano seguinte em vários pontos do Estado do Rio e,
logicamente, do país. Estimulados pela visão, pela coragem e
persistência desse grupo de Barra Mansa que ganhou a corrida em prol do
ensino superior no interior do Estado, outros grupos em outros
municípios (com processos em tramitação ou não) movimentaram-se
rapidamente, valendo-se do precedente concedido a Barra Mansa.
É justo lembrar, neste momento, a colaboração dada também por
seis personalidades, sendo que as cinco primeiras já não se encontram
entre nós: o Dr. Ayres de Azevedo, hoje patrono da Biblioteca do UBM; o
Desembargador e Presidente do Tribunal de Justiça Dr. Ary Penna
Fontenelle; o Coronel Professor Dr. Jayme Dantas, Decano dos
Professores da Academia Militar das Agulhas Negras, o ex-prefeito Sr.
João Chiesse Filho, o Dr. José Régnier Amarante, na qual a batalha dos
corredores do MEC esteve toda sob o seu comando e o também ex-prefeito,
Prof. Moacyr Arthur Chiesse. Sem eles o sonho não seria possível.
A pequena e poderosa semente plantada pelo grupo que criou a
SOBEU transformou-se mais tarde em Faculdades de Barra Mansa e mais uma
vez com a marca do pioneirismo, em 1997, tornou-se o 1º Centro
Universitário do interior do estado, como conhecemos hoje, o UBM. O
seu Credenciamento como UBM - Centro Universitário de Barra Mansa
recebeu parecer favorável da Câmara de Ensino Superior do Conselho
Nacional de Educação (Parecer CES nº 707/97, de 02/12/1997).
Ao longo destes 48 anos de fundação, a Instituição viveu um
crescimento impressionante e hoje conta com 29 cursos de graduação
entre os quais 3 cursos tecnológicos, 33 cursos e programas de
pós-graduação lato–sensu e 70 programas e projetos de extensão e ação
comunitária - sinais expressivos da forma como o UBM vem cumprindo sua
responsabilidade social. Destacam-se também os múltiplos laboratórios e
clínicas que atendem aos cursos e à comunidade, laboratórios dedicados
ao Núcleo de Educação à Distância – NEAD e a criação da Unidade Cicuta,
inaugurada em 2000, nas proximidades de Volta Redonda.
Em 2003 o UBM foi a primeira Instituição do Interior do Estado
do Rio de Janeiro a conquistar um triplo conceito MB na avaliação do
MEC. O conceito foi alcançado nos quesitos Organização Didático
Pedagógica, Instalações e Corpo Docente.
Em 2004, com a perda do
Presidente da mantenedora - Professor Haroldo Carvalho Cruz, sua esposa
a Sra. Antonieta Ceres Valiante Cruz assumiu seu lugar na mantenedora,
na condição de Conselheira Secretária e hoje é representada por seus
filhos Haroldo Carvalho Cruz Júnior e Antonieta Cruz Leijoto.
Atualmente
o Professor Guilherme de Carvalho Cruz é o Reitor e Pró-reitor
Acadêmico; Dr. Leandro Álvaro Chaves, o Pró-reitor Comunitário e o Dr.
Féres Osrraia Nader, Pró-reitor Administrativo do UBM.
Em 2007,
a SOBEU passou a ser também mantenedora do Centro Educacional Barra
Mansa, que oferece da Educação Infantil ao Ensino Médio e
Profissionalizante, passando a utilizar o nome de fantasia de COLÉGIO
DE APLICAÇÃO UBM.
Foi longa a caminhada feita pela Instituição até a conquista do
Credenciamento, mas todo o esforço dos seus dirigentes fez com que
aqueles primeiros objetivos fossem se ampliando para se ajustarem ao
crescimento e transformação da própria Instituição Mantida, UBM -
Centro Universitário de Barra Mansa, hoje uma árvore frondosa que dá os
frutos que dela se esperava. O fato de ter sido credenciada como
Centro Universitário por Decreto do Presidente da República, em 23 de
dezembro de 1997 (D.O.U. de 24/12/97) levou o UBM a redirecionar o seu
Projeto Pedagógico Institucional – PPI e o seu Plano de Desenvolvimento
Institucional – PDI, de modo a focalizar o ensino de excelência como
função primordial, a ser obtido pela qualificação do seu corpo docente
e pelas condições de trabalho acadêmico oferecidas à comunidade escolar.
Em sua visão de ideal de sociedade e de homem, o UBM demonstrou,
sobretudo nas duas últimas décadas, um claro interesse em contribuir
para uma relação harmoniosa entre o homem e o meio, mediada pela
educação. Nos referenciais ético-políticos que já inspiram o trabalho
desenvolvido nesse sentido, por exemplo, nos cursos de graduação e
pós-graduação lato-sensu do UBM, especialmente nas áreas de Ciências
Humanas e de Saúde, podem ser encontrados sinais claros de uma
Antropo-ética que tenta conduzir o homem a assumir a missão
antropológica do milênio.
Registram-se, portanto, nos referenciais ético-políticos do UBM
a promoção, o desenvolvimento e a disseminação do saber o do
conhecimento e a iniciação científica e tecnológica, a promoção da
cultura em suas múltiplas manifestações e a contribuição no
desenvolvimento técnico-científico e social. Tudo isso reflete o
empenho do UBM pela valorização da pessoa humana, entendida como um ser
em relação com a sociedade e com o seu semelhante, que busca, segundo
as necessidades e reclamos regionais, a fraternidade e a solidariedade,
e a formação de cidadãos íntegros e comprometidos com o desenvolvimento
humano e com o bem estar social.
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