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UBM forma primeira universitária com Síndrome de Down do estado do Rio

23.jan.2019

Imagem mostra primeira universitária a formar com Síndrome de Down do estado do Rio
A noite desta terça-feira (22) foi marcada por grandes momentos para os formandos dos cursos de Biologia, Licenciatura em Educação Física, Licenciatura em Música, Nutrição e Pedagogia do UBM – Centro Universitário de Barra Mansa – em sua cerimônia de colação de grau. Em particular, duas comemorações foram mais que especiais: os, agora pedagogos, Flávia Carvalho, que tem síndrome de down, e Maicon César Damasceno, que é deficiente visual, são formandos que foram assistidos pelo Núcleo de Acessibilidade da instituição. Com essa conquista, Flávia se torna a primeira pessoa com down a se graduar em todo o estado do Rio de Janeiro. 
 
Edmea Carvalho, coordenadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) de Quatis e mãe da pedagoga Flávia, relata que o acesso da filha ao ensino superior foi, para elas, um desafio.
 
“Com a criação de uma lei que garantia o acesso da pessoa com deficiência, o suporte que recebemos do Núcleo de Acessibilidade que foi criado no UBM foi fundamental para a formação dela”, ressalta a mãe, que completa: “Ela concluir o ensino superior é uma felicidade e uma conquista imensa para nós e para o cenário da educação inclusiva. Agora vamos partir pra novos desafios”, fala.
 
Flávia, que pretende trabalhar com educação infantil e se especializar em Educação Especial para atuar dentro da Apae, conta que se inspira na mãe, que também é licenciada.
 
“Tudo que a minha mãe viveu, eu também quero viver! Todos meus professores, colegas e o Núcleo me ajudaram e apoiaram. Não foi fácil, mas consegui, até o final, batalhando, fazendo provas... Todos eles me ajudaram demais e, também por isso, eu nunca desisti e quero seguir com os estudos”, conta.
 
Além da conquista da graduação, a jovem também recebeu um convite para um curso de mestrado na Universidade Federal Fluminense (UFF), após se apresentar em um evento na instituição no ano passado. 
 
Noite de emoções
Além de Flávia, o pedagogo Maicon César Damasceno, também foi um dos formandos da noite e só tem motivos para comemorar. Ele destaca que a educação inclusiva é necessária e urgente nas instituições.
 
“Todo apoio, estrutura pedagógica e material que a instituição me ofereceu me possibilitaram estar aqui hoje. A educação inclusiva ainda é muito embrionária, mas dentro da universidade, a existência de um Núcleo de Acessibilidade, que atende e inclui estudantes com várias necessidades, é um passo muito grande. Quero continuar meus estudos para poder levar para outras pessoas o que eu conquistei durante a faculdade”, afirma, ressaltando que deseja se especializar em Psicopedagogia.
 
Segundo Márcia Alves, coordenadora do Núcleo de Acessibilidade, a criação deste setor, em 2016, serviu para formalizar um serviço que já era realizado pelo UBM desde 2005, quando a instituição recebeu a primeira aluna cega.

“Desde então, trabalhamos para oferecer as mesmas oportunidades para os alunos deficientes produzindo materiais adaptados e ajudando de acordo com suas necessidades educacionais. Cada aluno que consegue concluir seu curso é uma vitória para a instituição, uma missão cumprida e a nossa realização como educadores que acreditam na inclusão”, diz.

Já a coordenadora de graduação do UBM, Rosali Maciel, pontuou que, se é papel das instituições de ensino garantir a apropriação do conhecimento e contribuir para o desenvolvimento de todas as pessoas, a inclusão de deficientes nas escolas não deveria surpreender.
 
“Flávia e Maicon são mais que vitoriosos. Deixam como lição para todos nós que as expectativas de perfeição são construções ilusórias e que todos nós temos ou teremos, em algum momento de nossas vidas, alguma limitação e, para superá-las, precisamos de pessoas e instituições que apostem em nossos potenciais”, conclui.
 
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