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V CONIDIR é encerrado com tema ‘Direito internacional: a situação dos refugiados’

30.out.2017

Na história da civilização, nunca foi tão alto o número de pessoas forçadas a deixar suas residências por causa de guerra, da violência ou da perseguição. Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), a cada três segundos uma pessoa é obrigada a deixar sua casa por causa de algum tipo de conflito. Das mais de 65 milhões de pessoas expulsas de suas residências, aproximadamente 22,5 são chamadas refugiadas. Hoje, a questão dos refugiados é considerada a pior crise humanitária do século.
 
Foi tratando deste assunto no “auge” no mundo e ainda pouco discutido no Brasil, que o V CONIDIR — Congresso de Direito do UBM (Centro Universitário de Barra Mansa) encerrou suas atividades na última sexta-feira (27). O tema “Direito Internacional: a situação dos refugiados” foi abordado pelos professores Doutor Raphael Carvalho de Vasconcelos e Mestre Anvalgleber Souza Linhares numa mesa redonda no Cine 9 de Abril, em Volta Redonda.
 
“Este tema é fundamental para ser discutido, principalmente num Congresso em que temos aqui a presença de profissionais e futuros profissionais da área do Direito. A situação dos refugiados é uma perspectiva de um ramo dos direitos humanos que o Brasil ou brasileiro enxerga como algo muito distante da sua realidade. A gente imagina que são apenas os europeus que vivem essa crise, mas ela também está muito presente no nosso país. Os brasileiros ainda não têm o real conhecimento do que se trata essa questão e, quando é divulgado principalmente  pela mídia, é de forma muito negativa. Por isso, é importante cada vez mais a gente trazer esse tema para a nossa realidade”, falou o professor Dr. Raphael Carvalho de Vasconcelos.
 
Questionado sobre o que faz um refugiado querer buscar abrigo no Brasil, o professor acredita que seja pela necessidade. 
 
“Hoje, eu acredito que seja basicamente a necessidade, mas alguns anos atrás havia uma miragem de que o país era um oásis e que nós erámos promissores economicamente. Além dessa ideia econômica, a gente tinha uma percepção mundial de que o Brasil é um estado formado, forjado na diversidade e que, portanto, seria mais tolerante ao refugiado. Então, somadas a tolerância cultural, que é uma imagem que o Brasil vende no exterior, com a perspectiva econômica positiva, nós tínhamos o ambiente perfeito para que os indivíduos viessem para o nosso país buscar refúgio. Hoje, já não é bem assim. A gente vê até mesmo no fluxo dos Venezuelanos por exemplo. Os Venezuelanos que têm algum tipo de capacidade econômica buscam refúgio nos EUA ou na Europa. E no Brasil vêm os Venezuelanos que têm uma situação muito complicada economicamente”, explicou.
 
O V CONIDIR foi aberto na quarta-feira (25) com a palestra do Prof. Doutor Flávio Martins, que trouxe para evento o tema “O Novo Constitucionalismo Latino-Americano”. O segundo dia do congresso recebeu as apresentações de trabalhos de pesquisa de forma oral e em pôsteres, no campus Cicuta.
 
“Diante de todos os temas debatidos no CONIDIR, tenho a plena convicção de que saímos melhores do que entramos e que nós seremos capazes de buscar o estado democrático de Direito em sua plenitude, pois nós somos os titulares do poder do estado brasileiro. As apresentações dos trabalhos de pesquisa permitiram ampliar os nossos conhecimentos e nos trouxeram novos argumentos para debates no exercício da cidadania”, avaliou a coordenadora do curso de Direito do UBM, professora Me. Gabriela Quinhones . 
 
 
 
 
 
 
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