;
Atendimento via chat
Atendimento via chat
Teclas de Acesso:
1
Conteúdo
2
Menu
3
Busca
4
Rodapé
Acessibilidade:
Notícias

Projeto Setembro Amarelo discute prevenção ao suicídio no UBM

29.set.2017

O UBM - Centro Universitário de Barra Mansa - realizou, na última quinta-feira (28), a 1ª edição do projeto Setembro Amarelo UBM. O evento foi organizado por meio da parceria entre os cursos de Jornalismo e Psicologia, a Assessoria de Marketing e Comunicação e a Coordenação de Extensão da Instituição. Em formato de roda de conversa, participaram: Angela Alhanati, psicóloga; Zenaide Rocha, voluntária do CVV (Centro de Valorização da Vida); Luisa Ferreira, membro do Coletivo Manxs Periféricxs e Rafaela Bartolini, formanda em Psicologia do UBM e coordenadora de Núcleo Adra Brasil (Agência de Desenvolvimento Humano).

Álvaro Britto, mediador do encontro, destacou que o UBM tem responsabilidade de trazer a discussão não como um tabu, mas como um tema de saúde pública. Ele, que é coordenador do curso de Jornalismo, ressalta que os profissionais de comunicação, particularmente, têm responsabilidade por muitas vezes se omitirem e não fazerem esse debate com o público, com os leitores e ouvintes. Daí, a importância do evento. “Então, é trazer um pouco essa preocupação e oferecer alguns caminhos para nós enquanto profissionais de diversas áreas e também para a comunidade em geral sobre como enfrentar esse problema de cara, junto a universidade”, disse.

“Muitas pessoas acreditam que não seja  bom falar sobre o assunto, sustentando a ideia de que possa acabar influenciando. Entretanto, a gente não fala e cresce a cada dia mais. Em 5 anos, cresceu mais de 20% a taxa de suicídio só no Brasil. Se não estamos falando e continua acontecendo, se a gente falar, talvez, mude alguma coisa. Nós temos que parar de achar que isso é um tabu, porque muita gente precisa ser ouvida e ajudada”, discorre Luísa Ferreira, estudante de Letras na UFF e membro do coletivo LGBT de Barra Mansa, o Manxs Periféricxs.

Mortes causadas por atropelamento, afogamento, acidente de carro, abuso de substâncias levando à overdose podem ter sido um suicídio. E a respeito da definição do que pode ou não ser considerado suicídio, Angela especifica que, a partir desse impasse, muitos casos não são contabilizados. “Os dados são falaciosos, entretanto são alarmantes. É preciso que se entenda que qualquer número que você, hoje, avistar é muito maior. A realidade é muito mais do que aquilo que é apresentado”, pontua a psicóloga.

O CVV, atualmente, possui diferentes tipos de atendimento, que vão desde o presencial ao online - contando com conversas via: chat, e-mail, VoIP e Skype - somam um total de 76 postos e 2.300 voluntários em todo o país. Segundo Zenaide Rocha, voluntária do CVV, para se tornar voluntário, “basta ter o anseio, o desejo, a vontade de praticar uma atividade voluntária, fazer alguma coisa pelo próximo, estimulando seu lado altruísta e ter mais de 18 anos para fazer a inscrição”, esclarece ela.
Voltar