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Explorando cuidados paliativos

22.mai.2017

“Estes cuidados podem trazer uma qualidade de vida no processo de morte. O paciente pode morrer melhor, com mais tranquilidade”, explicou a psicóloga especialista Psicologia Hospitalar Nazaré Jacobucci. Ela, que é também especialista em Teoria, Pesquisa e Intervenção em Luto e membro psicoterapeuta da Sociedade Britânica de Psicologia (MBPsS/GBC), foi convidada para compor uma mesa-redonda com o tema “Cuidados Paliativos: Uma abordagem multidisciplinar na Saúde” no UBM - Centro Universitário de Barra Mansa - na última sexta-feira (19).

Por definição, paliativo é algo que melhora ou alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver o problema. Segundo Nazaré, os cuidados paliativos integram os aspectos psicológicos, sociais e espirituais no cuidado do paciente. Não apressam nem adiam a morte, mas a afirmam como um processo normal do viver, procurando aliviar a dor e outros sintomas angustiantes. A soma de todo esse processo disponibiliza uma atmosfera de apoio para auxiliar o paciente a viver de maneira ativa até a sua morte, além de oferecer um sistema de apoio também para a família do paciente na vivência do luto.

“O cuidado paliativo é uma filosofia, uma gama de cuidados, baseados na ética da atenção. Por isso, ele é composto por uma série de cuidados e não é só um território da Psicologia, mas de todos os campos da saúde como a Medicina, a Psicologia, a Enfermagem, a Terapia Ocupacional, o profissional do Direito e mesmo um capelão no cenário hospitalar, por exemplo, que vai tratar dos aspectos espirituais na terminalidade”, afirmou a professora Carine Sawtschenko. A psicóloga e professora do Centro Universitário, que é mestre em Psicologia da Saúde e desenvolve pesquisas em Fenomenologia e Cuidados Paliativos, mediou a conversa e destacou que um bom começo é a divulgação dessa atenção disponível para todas pessoas com doença crônica progressiva incurável e citou como um exemplo próximo na região o projeto de pesquisa interdisciplinar com parkinsonianos, desenvolvido por alunos e professores de nove áreas do conhecimento do UBM.

São medidas que se preocupam com a maneira com que as pessoas morrem e que têm como objetivo controlar efetivamente o sofrimento dos pacientes, para que tenham qualidade de vida durante seus tratamentos, sempre com medidas não invasivas, principalmente quando a doença já não responde mais aos estímulos de cura. Porém, Nazaré enfatizou que “não é apenas para aquele paciente que está no final da vida, mas também para os que têm doenças degenerativas e que não têm uma ameaça de morte diretamente, como o Alzheimer e pacientes HIV, por exemplo. São pacientes que hoje em dia já podem viver bem, mas que são paliativos porque dependem de medicação constante e têm uma doença que ameaça a vida”.
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