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Notícias

Estudantes discutem Operação Lava Jato no UBM

10.abr.2017

Na noite da última sexta-feira (7), os alunos do UBM - Centro Universitário de Barra Mansa - receberam o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), as jornalistas Luciana Barreto e Beth Costa e o professor de Direito Penal e Processo Penal Sebastião Raul Moura Júnior para uma mesa redonda sobre o tema “Operação Lava Jato: justiça, mídia e democracia”.

Com o intuito de refletir e fazer um debate crítico e com múltiplas visões sobre temas que estão em alta na mídia e na sociedade, alunos, professores e convidados puderam esclarecer dúvidas e expor pontos de vistas sobre os aspectos políticos, sociais e judiciais da operação que começou em 2014 e hoje, em sua 39ª fase, já soma 260 acusados.

O evento é uma realização dos dois cursos que têm papéis importantes nessa cena: o Jornalismo e o Direito. Segundo o professor Sebastião Raul, “a operação se tornou importante porque conseguiu descobrir várias organizações e esquemas criminosos ‘de requinte’. E os estudantes, principalmente os futuros jornalistas, são o veículo mais importante para mostrar à população o grau de gravidade e a extensão da criminalidade no país para que o povo fique alerta”. Além disso, foi destacado também que a ética ainda é o melhor recurso a ser usado, independente de profissão. “É importante trazer diversidade de temas aos futuros profissionais e mostrar que eles precisam ter um olhar cauteloso para a notícia, pensar em como está lidando com essas questões, para que contemple todos os setores da sociedade sem que haja falhas na cobertura jornalística”, destacou Luciana Barreto, repórter no “Repórter Brasil”, da TV Brasil.

Sob a ótica dos representantes da Lei, foram colocados pontos como os vieses das investigações, os julgamentos e os desdobramentos que a operação levou, além de como ela implica as relações políticas no país. “Deve-se,sim, enfrentar o problema da corrupção, pois ela é ilícita e gera indignação na população trabalhadora. Porém a maneira de combatê-la não é desrespeitando a Constituição ou os direitos fundamentais. Temos algo que no Brasil é enraizado e que a mídia reproduz e alimenta que o Direito Penal resolve tudo, mas não é assim. Essa ideia só explica o cenário de estado de exceção, de clamor punitivo e o agigantamento da Lava Jato, um verdadeiro polvo de vários tentáculos”, frisou Wadih Damous.
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