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Notícias

Cuidando com amor e conhecimento

17.fev.2017

Divulgação
Ter um animal de estimação nem sempre requer apenas os cuidados básicos como dar água, comida, banho e carinho. Alguns bichinhos, às vezes, requerem mais do que isso devido a alguns problemas comportamentais. Muitos acabam recorrendo a um adestrador, no entanto, se o profissional não for capacitado para lidar com questões comportamentais, o treinamento não terá o sucesso desejado.

A coordenadora do curso de pós-graduação em Comportamento e Bem-Estar Animal: Manejo, Adestramento e Terapia de Reabilitação do UBM – Centro Universitário de Barra Mansa –, Simone Moreira Bergamini, conta que o profissional especialista na área trabalha com base científica. “Para adestrar e reabilitar cães com problemas comportamentais é preciso conhecer o comportamento do animal, sua base neurológica e ter noções de saúde animal também. Tudo isso vai influenciar na maneira como o profissional vai conduzir o tratamento”, comentou Simone.

A formação e os estudos na área de comportamento e bem-estar animal vão muito além do que se pode aprender em workshops e cursos de finais de semana. O profissional capacitado para atuar na área da etologia (ciência que estuda o comportamento animal) precisa conhecer a neurobiologia do comportamento, por exemplo. O debate sobre essas questões tem ganhado força e é um movimento que vem dos países europeus. “No início de 2015, participei de um encontro com uma comissão europeia em Milão que abriu a discussão sobre a regularização da profissão dos adestradores na Europa. Lá, debatemos como o terapeuta comportamental deve atuar e qual a formação técnica necessária para a capacitação desses profissionais” comentou Simone, que é mestre em medicina comportamental de animais de companhia, pela Universidade de Pisa, na Itália.

Com a demanda do mercado crescendo e a falta de especialistas na área, a pós-graduação se apresenta como uma boa oportunidade para os profissionais que já atuam na área e precisam de qualificação, bem como para os interessados em ingressar no setor. “Não é preciso ser graduado em Medicina Veterinária para se tornar um terapeuta comportamental. É lógico que pessoas formadas em psicologia, zootecnia, biologia e medicina vão ter mais facilidade em algumas disciplinas, mas a pós-graduação atende profissionais graduados em qualquer área que goste e queira adquirir conhecimentos de comportamento e bem-estar animal, uma vez que todo o conhecimento mínimo necessário está programado nas disciplinas do curso”, explicou Simone.

As aulas da pós-graduação contam com atividades práticas que serão ministradas no campo gramado do campus Barra Mansa. “O foco principal da pós é o cão, mas também vamos abordar gatos e cavalos em nossas aulas. Teremos professores que vêm do exterior para ensinar técnicas como T Touch”, comentou a coordenadora da pós-graduação.

Para facilitar o deslocamento dos interessados no curso, as aulas vão acontecer uma vez por mês na sexta-feira de 18h30 às 22h, sábado e domingo de 8h às 17h. “A oferta foi definida dessa forma para atingirmos o maior número de pessoas que vêm de longe, uma vez que cursos como esse são difíceis de serem encontrados”, revelou. O telefone de contato para outras informações sobre a pós-graduação é o (24)3325-0247. O início das aulas será em março.
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