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Curso de Fisioterapia do UBM desenvolve programa de orientação postural em escolas de Barra Mansa

04.mar.2015

O curso de Fisioterapia do UBM - Centro Universitário de Barra Mansa - inicia nesta semana o programa "Fisioterapia na Escola", realizado em parceria com a Secretaria Municipal de Saúde de Barra Mansa. Inicialmente, o atendimento será direcionado a duas unidades de ensino da rede municipal. Uma delas é o Colégio Prefeito Marcello Drable, no bairro Ano Bom, onde ocorreu o evento de lançamento do programa, na última terça-feira (03). A outra unidade é a Escola Municipal Moacyr Arthur Chiesse, no bairro Cotiara. O objetivo é prevenir males relacionados à postura e orientar os alunos sobre a manutenção da saúde.

As ações serão desenvolvidas pelos alunos da graduação, sob orientação de professores, e irão atender a estudantes de 6 a 12 anos de idade. "Nessa faixa etária, a criança tem um estirão de crescimento e começa a apresentar desvios posturais. Nós vamos trabalhar com o diagnóstico precoce da escoliose e de patologias da coluna vertebral em geral, prevenindo agravantes", explicou a professora do curso de Fisioterapia do UBM, Juliana Miranda.

Os alunos que apresentarem pequenos desvios irão passar por tratamento especializado no próprio colégio, com atividades em grupo ou natação. Já o aluno que apresentar algum desvio mais acentuado, será encaminhado para uma avaliação médica e posteriormente para atendimento na Clínica de Fisioterapia do UBM. Segundo a professora Juliana, dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 80% das crianças e adolescentes apresentam desvio postural.

"A intervenção na fase escolar é muito importante justamente por ser a fase onde começam os primeiros desvios posturais. A conscientização do aluno de que ele tem que sentar adequadamente e de que não deve carregar muito peso na mochila pode prevenir futuras patologias", comentou a aluna do 9º período do curso de Fisioterapia, Tatiana dos Santos.

De acordo com a diretora do Colégio Prefeito Marcello Drable, Valéria Negrão, o programa vai oferecer muitos benefícios aos alunos, uma vez que a unidade de ensino já registra afastamentos por motivos de dores na coluna. "Temos alguns alunos que faltaram às aulas por se queixarem de dores nas costas ou nas pernas. Há também dois casos de alunos que recebem atenção especial e passam por tratamento médico específico. Agora eles terão acompanhamento também na escola," contou a diretora, acrescentando que espera a melhora no rendimento escolar e a redução de falta.

Focando na prevenção, o prefeito Jonas Marins comentou que essa parceria com o UBM pode gerar economia em investimentos futuros com a saúde. "Com programas assim podemos evitar muitos males futuros. Se hoje podemos diagnosticar precocemente e tratar essas crianças para o amanhã, então podemos dizer que esse investimento vai gerar menos gastos com saúde quando essas crianças se tornarem adultas", finalizou o prefeito durante seu discurso de lançamento do programa.

Prática profissional

No total, 12 alunos desenvolverão o trabalho, divididos em grupos. O atendimento às crianças será realizado no período da tarde, uma vez por semana, em cada unidade escolar. A professora Juliana estima que no segundo semestre a parceria possa continuar e até mesmo ser ampliada para mais uma escola. "Para os acadêmicos é muito enriquecedor, pois estamos trabalhando diretamente com a área da fisioterapia preventiva dentro de escolas," avaliou Juliana, destacando que esse espaço de estágio não costuma ser oferecido por outras instituições. 

A aluna Tatiana destacou também que a oportunidade de estágio que o programa oferece é inovadora por apresentar ao graduando um campo diferente. "Já estamos acostumados com a clínica e o laboratorial, mas esse espaço é um rumo novo, deve ser levado a diante, pois é importante para nós enquanto futuros profissionais e ainda mais importante para os alunos que serão atendidos", disse.

O mercado de trabalho para o Fisioterapeuta da região também pode ser ampliado, caso a ação receba apoio das políticas públicas, como lembrou Tatiana.  "Se esse campo da fisioterapia é aberto dentro da escola isso será um benefício não somente para os alunos, mas também para os profissionais da área. Esse é um caso a se avaliar para o futuro", finalizou. 

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